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Comer não significa só alimentar-se, mas cumprir um ato ancestral e solene. ( Sandór Márai )

Tartuferia Giapponese

Tartuferia Giapponese

                                                                   Alameda Lorena, SP
Entradinha, salmão com trufas

 Meu Campari Tônica
 Risoto com filé
                                                           Lula e purê de mandioquinha
                                                                       Ravióli de manga

Cá d´Oro



 O vinho foi uma homenagem ao nosso amigo Antonio Lunardelli, Monsué, Italia
Maio 2018. Estava TUDO muito bom, como antigamente

Rememorando
Era uma segunda feira, e por conta de que a moça que cozinha lá em casa faltou, fomos almoçar fora. Disse à minha mulher que gostaria de ir a um restaurante que não íamos a muito tempo. E imediatamente nos veio o nome do La Casserole, do Largo do Arouche. Em seguida lembrei que poderia estar levando um dos meus livros: "Flores para a Delegada", onde algumas páginas do romance se passam nesse restaurante. Seria simpático presentear os proprietários desse tradicional ponto gastronômico do centro de São Paulo, com essa lembrança. Mas já estávamos a algumas quadras de casa, e pensei: tudo bem, mando depois pelo correio. Chegando lá, na frente da Praça das Flores o restaurante estava fechado. Era segunda feira. Qual outra opção na mesma levada? Cá d´Oro. O novo restaurante no novo complexo hoteleiro da Rua Augusta. E lá fomos nós. A ideia foi ótima. Recebidos pelo João Dinis Santos, muito simpático lisboeta, que faz as vezes de maître, conhecemos a nova arquitetura, e decoração, com as telas, e esculturas do antigo Cá d´Óro inaugurado em 1953. Restaurante e hotel que fazem parte da melhor história da cidade. Ganhei um livro editado em 2015 sobre sua história. E no cardápio muitos dos velhos e tradicionais pratos da casa. Tomamos um espumante do Veneto, Itália, de onde veio minha família, e comemos massas maravilhosas. Chegando em casa minha mulher mostrou-me dois biquínis que acabara de comprar numa loja chamada "Água de coco". Não sei se foi o efeito do vinho, da alegria de voltar trinta anos depois ao Cá d´Oro, e almoçado tão bem, que achei o nome da loja, e os biquínis, lindos.
05/05/2018

Comidinhas da PIACABA

 Salada de alface, beterraba e cebola
Frango, molho de tomate e polenta com queijo derretido

Crônica

Meu comportamento em restaurantes

Sei que este assunto vai levantar críticas e censuras ao meu comportamento. Mas não consigo ser hipócrita, cínico, ou desleal aos meus princípios. Trato muitíssimo bem todas as pessoas. Costumo ser ainda mais gentil, cortes, e educado, com os mais simples e necessitados. Mas quando sento à mesa de um restaurante, principalmente caro e cheio de pompas, exijo reciprocidade, ao menos pelo valor que cobram. E gosto de ser tratado como um cliente de um restaurante caro. O que significa isso? Significa que o maître deve ser mais simpático e atencioso do que o fregueses. Nem sempre o são. Alguns, até, muito antipáticos, parecendo serem os Reis da Pérsia, e você um tolo comensal.  Aí começa minha irritação. A título de informação, os clientes desses restaurantes são medidos desde que chegam ao estabelecimento. O manobrista os classifica desde a chegada pela marca e modelo do carro. Depois pela forma como estão trajados. Roupas da moda e cheias de etiquetas contam muito na avaliação (cretina) dos manobristas. Essa informação é passada para a recepcionista que vai fazer a pergunta padrão: O senhor tem reserva? Nunca tenho. A sua mesa será a pior do salão, em termos de ruído, comodidade, iluminação, ar condicionado e serviço. Logo a atenção do maître é secundária. Depois segue-se o atendimento por cumim (auxiliar de garçom), e pelos garçons. Em geral são mais amáveis e simpáticos do que o maître, porém o drama mal começou. Interrompem a conversa dos comensais a todo instante, partindo do princípio de que tem muita coisa a fazer e não pode esperar uma frase ser concluída para perguntar se a água é com ou sem gás. Depois oferecem o couvert. Se você não aceita, esta confirmada a classificação que o manobrista havia feito logo na entrada. O saleiro não funciona. Peço outro e o garçom duvida da minha palavra, e testa ostensivamente na minha frente. Constata que apesar de fortes sacudidelas não sai sal pelos orifícios. Com má vontade vai apanhar outro. Esse também não funciona, mas desisto de reclamar. Abro a rosca, cai sal pela mesa, sirvo-me, e volto a rosquear a tampa. Feito os pedidos ao maître, ou garçons, que os anotaram não identificam os comensais no pedido. Quando os mesmos, ou outros garçons, vem com o prato, interrompem mais uma vez a conversa para perguntar de quem é cada prato. Esse é o detalhe mortal para mim. Restaurantes que cobram o que cobram não podem servir mal. A taxa de serviço é proporcional ao valor do consumo. Portanto alta. E não há reciprocidade entre esse valor e os serviços prestados, independente da qualidade da comida. Os coitados dos cumins e garçons não são os culpados, mas levam a culpa. São pessoas simples e pessimamente treinadas. Não pagar pelo mau serviço seria penaliza-los. Nunca faço, mas demonstro minha irritação durante toda a refeição. E ao sair ainda pago uma fortuna para o manobrista que só trata bem gente "cafona" com carro de luxo. 

Mini-frevo

Espetinho de filé+cebola+tomate, farofa, bacon, batata frita, banana milanesa, alface, maionese Frevo.